Minha vivência com a
leitura começou desde muito pequena, ouvindo os causos do meu avô e do meu pai
– que eram os mesmos – histórias da fazenda, verdadeiras e “enriquecidas”
conforme a imaginação de quem contava, confesso que as histórias do meu avô
eram mais emocionantes, cheias de lendas misturadas.
Na casa dos meus pais
tinha uma estante muito alta com livros grossos de nome difícil, enciclopédias, que eu não podia mexer
porque eram pra eu pesquisar quando tivesse idade. Era um tesouro, ainda hoje conservado
por eles.
No meio das enciclopédias
ficava a coleção do Monteiro Lobato, dicionários de muitas línguas, uma coleção
de citações sobre vários assuntos, a coleção da Ofélia, de receitas, a
Bíblia...
Nossa! Tantos livros, tantos mistérios... Pois desvendei a maior parte deles.
Tinha medo de um que nunca toquei, não tive coragem. Ah, e se entra alguém? E
se meu pai descobre? “Sexo para adolescentes” Passei da adolescência, me casei,
tive filhos, não sei onde o livro foi parar, e não toquei nele...Como um livro
pode mexer com a vida da gente!!
Sabe a propaganda da Caixa
Federal sobre um garotinho começando a ler? Sou eu. Li umas placas na estrada
numa viagem a Vitória, ES, lembro direitinho da minha mãe dizendo “Ne, você tá
lendo!!” e eu havia lido Vol-ta Re-don-da.
Daí, depois foi a
cartilha, Caminho Suave. Dona Cecília
Torezan me deu como prêmio um livro No
país dos anões, por ter sido a primeira a terminar a cartilha no primeiro
ano.
Li. Gostei disso. Não parei mais...
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